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Leituras

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Léxico Familiar - Natália Ginzburg

Um livro para saborear devagar.

 

Léxico Familiar tem o passo lento. Não é um livro pra quem busca uma receita rápida de bolo. É um livro para quem tem apreço pelos detalhes, pra quem presta atenção nas pequenas coisas. A narrativa da Natália não tem pressa, e ela te conquista pelo cantos, com calma.


É uma narrativa linda e delicada, uma experiência de leitura pela qual vale a pena passar. O livro foi escrito por Natália Ginzburg, uma das maiores escritoras italianadas do século XX - e nele, ela retrata o complicado contexto histórico no qual estava inserida: os anos de fascimo na Itália durante a Segunda Guerra Mundial.


“O pós-guerra era um tempo em que todos pensavam ser poetas, e todos pensavam ser políticos; todos imaginavam que fosse possível e necessários fazer poesia de tudo, depois de tantos anos em que o mundo pareceu emudecido e petrificado, e a realidade fora olhada através de um vidro, uma vítrea, cristalina e muda imobilidade. Romancistas e poetas, nos anos do fascismo, tinham jejuado, por não existirem ao redor muitas palavras que fosse permitido usar; e os pouco que ainda tinham usado palavras escolheram-nas com todo cuidado no magro patrimonio de migalhas que restavam.”



Apesar desse momento histórico difícil, o texto traz o cotidiano de uma família italiana - a da própria autora - com muita leveza e delicadeza, sem tornar o relato pesado. Os eventos marcantes são pontuados pela familia em si - o tom autobiográfico do livro é a chave de leitura que nos envolve e emociona, ao tonar quase palpáveis as memórias de infância e juventude da jovem Natália durante a época fascista.


“Somo cinco irmãos. Moramos em cidades diferentes, alguns de nós estão no exterior: e não nos correspondemos com frequência. Quando nos encontramos, podemos ser, um com o outro, indiferentes ou distraídos. Mas, entre nós, basta uma palavra. Basta uma palavra, uma frase: uma daquelas frase antigas, ouvidas e repetidas infinitas vezes, no tempo de nossa infância. (…) Uma dessas frases ou palavras faria com que nós, irmãos, reconhecêssemos uns aos outros na escuridão de uma gruta, entre milhões de pessoas. Essas frases são o nosso latim, o vocabulário de nossos tempos idos é como os hieróglifos dos egípcios ou dos assírios-babilônicos, o testemunho de um núcleo vital que deixou de existir, mas que sobrevive em seus textos, salvos da fúria das águas da corrupção do tempo”.

 

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